setembro 02, 2023

Devaneios

O teto solar se abre.

Daqui de baixo as estrelas

São tão pequenas quanto nossa esperança,

De que esse mundo aqui embaixo

Algum dia tenha solução para seus problemas.


Os sábios dizem coisas

Que eu não consigo entender.

Será a sina do homem

Buscar propósito onde ninguém vê?


O filme passa na tela.

Carros na avenida.

Pessoas conversando.

Vidas se entrelaçando.

Luzes da academia.


Me vejo novamente tendo devaneios.

As estrelas começam a dançar no céu

Como em uma folha de papel,

E o tempo passando como um flash.


Naquele tempo os robôs

É quem dominavam as salas de aula.

Ensinavam para as crianças,

Que não entendiam sua linguagem.


Voltei a imaginar um mundo igualitário.

O teto solar sumiu.

Há milhões de anos atrás

Um homem batia um pedaço de pau

Na carne de algum animal.


Ele olhou para mim

E tentou se comunicar.

Mas ele não entendia minha linguagem.

Não sabia falar.

Achou que eu era um invasor.

E o mesmo que fazia com a carne,

Tentou fazer comigo.


Tentei abrandar a situação

Mas ele não quis entender.

Veio em minha direção

E eu fui obrigado a correr.


Impressionante o nosso escárnio

Na vida em sociedade.

Falo agora para os membros

De todas as idades.


Não deixeis que se influenciem

Pela tela da televisão.

Saiam na rua e vejam o mundo

Coberto de hipocrisia.


E se toda filosofia vem do homem

O que fazemos aqui?

Propósito buscamos

No infinito do espaço

Sem ao menos sabermos

O porquê de existir.

[Dom Juan]

Devaneios

O teto solar se abre. Daqui de baixo as estrelas São tão pequenas quanto nossa esperança, De que esse mundo aqui embaixo Algum dia t...