O teto solar se abre.
Daqui de baixo
as estrelas
São tão
pequenas quanto nossa esperança,
De que esse
mundo aqui embaixo
Algum dia
tenha solução para seus problemas.
Os sábios
dizem coisas
Que eu não
consigo entender.
Será a sina do
homem
Buscar
propósito onde ninguém vê?
O filme passa
na tela.
Carros na
avenida.
Pessoas
conversando.
Vidas se
entrelaçando.
Luzes da
academia.
Me vejo
novamente tendo devaneios.
As estrelas
começam a dançar no céu
Como em uma
folha de papel,
E o tempo
passando como um flash.
Naquele tempo os robôs
É quem dominavam as salas de
aula.
Ensinavam para as crianças,
Que não entendiam sua linguagem.
Voltei a imaginar um mundo
igualitário.
O teto solar sumiu.
Há milhões de anos atrás
Um homem batia um pedaço de pau
Na carne de algum animal.
Ele olhou para mim
E tentou se comunicar.
Mas ele não entendia minha
linguagem.
Não sabia falar.
Achou que eu era um invasor.
E o mesmo que fazia com a carne,
Tentou fazer comigo.
Tentei abrandar a situação
Mas ele não quis entender.
Veio em minha direção
E eu fui obrigado a correr.
Impressionante
o nosso escárnio
Na vida em
sociedade.
Falo agora
para os membros
De todas as
idades.
Não deixeis
que se influenciem
Pela tela da
televisão.
Saiam na rua e
vejam o mundo
Coberto de hipocrisia.
E se toda
filosofia vem do homem
O que fazemos
aqui?
Propósito
buscamos
No infinito do
espaço
Sem ao menos
sabermos
O porquê de
existir.
[Dom Juan]


