A
porta de madeira abriu e todos olharam. A curiosidade sempre bate nesses
momentos. As pessoas de dentro do bar viram entrar um homem alto, usando um
casaco preto e um chapéu. Tinha uma barba rala, cabelos pretos e um olhar de
cansaço. Ele sentou-se numa cadeira do balcão e pediu um whisky sem gelo. A
garçonete serviu para ele.
– Você é novo por aqui, não é? –
Perguntou a garçonete.
– Estou de passagem. – Respondeu o
homem, colocando o whisky na garganta.
O bar era modesto. Tinha seis mesas
e um balcão pequeno. Era iluminado por lamparinas feitas com vagalumes. A
iluminação fraca somadas com simbologias e totens da cultura nativa deixava o
ambiente um pouco macabro. E ao fundo tinha uma janela circular grande de onde
dava pra observar o mar.
Um homem corpulento que estava em
uma das mesas levantou e foi até o balcão.
– Me passe a conta por favor. –
Disse o homem corpulento para a garçonete. – Posso saber o que faz por aqui,
cidadão? Não o conheço.
– Estou apenas de passagem. Tenho um
trabalho em uma cidade próxima. – Disse o homem, tirando o chapéu e dando uma
olhada para o corpulento. Ele era grande como uma porta.
– Já soube dos desaparecimentos? –
Perguntou o homem corpulento.
– Não. Não soube. Cheguei a pouco na
cidade. Está havendo desaparecimentos por aqui? – Seu whisky acabou e ele pediu
mais um copo.
– Nas últimas quatro semanas oito
moças desapareceram sem deixar rastros. A última moça a desaparecer estava
voltando da casa do noivo para a casa dos pais, mas não chegou a completar o
trajeto. – Fez uma pausa enquanto pagava a conta à moça do bar. – Não ouviu
mesmo falar sobre isso cidadão?
– Sinto muito pelo ocorrido amigo,
mas eu cheguei na cidade hoje. É a primeira vez que ouço falarem nisso. –
Colocou todo o whisky restante pra dentro.
– Posso saber seu nome, camarada? –
O homem corpulento nesse momento se virou para o outro e o indagou.
– Pode me chamar de Giorgio. Muito
prazer. – Giorgio então estendeu a mão ao homem corpulento. – E qual o seu?
– Trovão é como me chamam por aqui. –
Apertou a mão de Giorgio. – Se precisar de uma mãozinha pode sempre contar
comigo.
Giorgio sorriu, colocou o chapéu na
cabeça, acenou para Trovão e saiu do bar. Estava chovendo naquele momento.
Antes de partir na chuva ele puxou um cigarro, acendeu e deu algumas tragadas
observando a cidade a sua volta.
– A noite sempre nos reserva grandes surpresas. – Comentou para si mesmo. Jogou o cigarro no chão, pisou em cima e partiu.
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Se quiser continuar lendo sobre a aventura de Giorgio, siga o link para o wattpad. Os 2 primeiros capítulos já foram publicados e os demais sairão nas próximas semanas. Boa leitura!
Link: O culto ao deus Jaguar - Juan Sousa - Wattpad


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